
Sábado. Dia de boate e por razões que eu ainda desconheço, eu insisto em querer picar minha mula para lá. Penso com meus buracos ( fossas nasais, da orelha e boca, seus pervos de mente imunda):
''Mas que porra que eu vou fazer lá? Passar, em média, uma hora e meia me arrumando para ir num inferninho no qual eu só vou encontrar música da Jovem Pan ( bleeeeeeeeeeeeeh) e no máximo um ''pissái trence'' de quinta, aquele povo nojento de feições e de comportamento, que vão sempre com o mesmo estilinho ( homens: verdadeiros brucutus por causa de uma academia mal feita e muuuuuuuuuito whey protein, com o famoso cordão prateado no pescoço, camisas ''mamãe tô fortinho'' e pasmem, às veszes com óculos escuros (!) ; mulheres: calça atochada no rego ( \o/, porém uó) ou qualquer outra coisa que chame atenção; ambos com carregando copos de bebida com energético o tempo todo), danças combinadas ( principalmente quando toca ''aquela música tá bombando''), flashs de câmeras digitais para todos os lados ( porque o Orkut precisa ficar atualizado) e o maldito cigarro, que faz do lugar parecer um terreiro de umbanda do que uma boate em si. Mas não. Instintos tribais me puxam para essa atmosfera repugnante como um imã. Fazer o que , né. Ficar em casa e assistir um bom filme ou ler um bom livro e ter uma ótima noite de sono parece perda de tempo. E lá vamos nós bater cabelo...
se vocês repararem bem na foto, verão todas aquelas criaturas das trevas que descrevi acima estão lá, provavelmente dançando alguma música do Akon ou da Lady Gaga...
Um comentário:
como sempre, um ótimo post. como sou menor, não sei muito sobre esse 'mundo', se eu tirar tudo que 'aprendi' (APRENDI!) com a tv, mas imagino que é assim mesm. no shopping dá pra ter uma prévia disso...
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