sábado, 25 de abril de 2009

Sobre o que os indianos chamam de mâyâ, ou ilusão, ou mentira, ou mesmo amor

Amor é uma coisa sem sentido
É pau na boceta e boceta no pau para algum
Para outros (a) é um belo vestido
Para outros tantos é Jesus ou Ogum

Mas eu vou mais além
O que é de fato, esse além?
Ou deveria dizer harém
De peitos, de bundas, de xanas, de rolas, de cus, de línguas
E tudo mais aquilo que minha mente imunda emana como se fossem ínguas
( E uma íngua na virilia para piorar)

Que é amor para mim?
Seria o carisma que sinto por uma mordida de lábio lançada numa conversa?
Seria a indiferença e a arrogância que são compensados pelo rostinho e outra bela peça?
Seria o meu saber? Ou a sede dele?
Oh, meus deuses do Google, eu me pergunto!

Já amei um dia?
Já passou de pura atração física?
Por que brocho quando imagino a pessoa ''amada'' na forma de Vademon?
Não é a mesma pessoa, mas de outra forma?
Definitivamente amor não é coisa empírica
Por isso não dou tanto crédito a ele como daria a um bafon

E nessa merda de sensações
Choro, rio, devaneio, imagino situações
Levanto, abaixo,levanto, abaixo
Até que o desejo se vai
E aquela forma ''amada'' torna-se como as outras
Nunca amei de fato

Nem eu, nem você
É isso que me faz feliz e ao mesmo tempo sentir vontade de dar um tiro na testa do James Blunt